Ciudades de Fundación /Ciudades de Carboneo. (El papel estratégico de las ciudades archipielágicas del Atlántico)

24/05/2013

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Professor Eduardo Cáceres – Universidade de Las Palmas de Gran Canária/Espanha

data: 27/05/2013 | segunda-feira| horas: 16h00

local: Auditório da Campus do Palmarejo

A equipa do CIDLOT/UNICV vem por este meio convidá-lo(a) a assistir à 11ª conferência no quadro da IIIª edição do Ciclo de Conferências Cidades e globalização: perspetivas a partir do Sul Global que terá lugar dia 27/05/2013, a partir das 16h00 no Auditório de Campus do Palmarejo.
A conferência será proferida pelo PROFESSOR DOUTOR EDUARDO CÁCERES, da Universidade de Las Palmas de Gran Canária – Espanha, e será subordinada ao título: Ciudades de Fundación /Ciudades de Carboneo: El papel estratégico de las ciudades archipielágicas del Atlántico.

>> RESUMO DA CONFERÊNCIA

Com o surgimento do século XV, e sem que o assinalar dessa data signifique algo mais do que uma referência temporal, deram-se na Europa as condições necessárias para que uma estrutura político-territorial, até então fechada dentro do Mare Nostrum, considere a possibilidade de expandir em direção ao Mare Tenebrosum.
Esta nova situação, como uma conjunção de fatores provenientes de distinta procedência, juntamente com uma atitude diferente para com os problemas do Estado moderno (cujas bases haviam começado a chegar), desencadeará uma série de acontecimentos históricos que se continuariam nos séculos seguintes.
Parece evidente, e assim o assinalam os estudiosos do tema, que são três as circunstâncias que determinam a expansão territorial.
Em primeiro lugar, o desenvolvimento de técnicas de navegação, tanto pelos conhecimentos astronômicos, como pelo instrumental, desde a bússola, o quadrante, o astrolábio atá às cartas marítimas, que resolvia o problema de uma navegação sem referências costeiras com um nível de precisão importante.
Seguidamente, a acumulação de meios financeiros suficientes para as casas dos mercadores e banqueiros, tanto venezianos e genoveses como holandeses, que já então se haviam colocado na linha da frente europeia que constituíam os portos de Sevilha e Lisboa.
E, finalmente, a acumulação de meios materiais pelos reinos de Castela e Portugal, como consequência de suas guerras de reconquista territorial terem terminado. Isso permite, e exige, a disponibilização de equipamentos e população militar para outras empresas, em que se destaca a expansão africana.
Castela e Portugal irão disputar, inicialmente, o controlo da costa da África Ocidental, com o objetivo de obter os benefícios da Guiné e seus produtos. E, nesta rota, aparecem as ilhas da Madeira, Canárias e Cabo Verde, como locais estratégicos. O Tratado de Tordesilhas parece definir um “status quo” entre os dois estados, mas também propicia o início de um novo devir histórico.
Neste contexto, os arquipélagos jogaram um duplo papel estratégicos. Por um lado, são referência geográfica inevitável no Atlântico para conquistar, seja de África, seja da América, (como confirmam as expedições de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo), mas, por outro lado, suportam uma primeira experiência de colonização que será refletida na fundação e desenvolvimento dos seus assentamentos urbanos.
Quatro séculos mais tarde, esta função será complementada com outro completamente novo, quando no segundo trimestre do século XIX aparecem os navios a vapor. Estes navios necessitavam de estações de serviço no Atlântico para as suas rotas para a África do Sul e América do Sul.
E aparecem, então, na segunda metade do século, estações de fornecimento de carvão. Isto produziu uma transformação radical das cidades dos arquipélagos atlânticos, como ocorrerá em primeiro lugar, com o Porto Grande do Mindelo (ilha de São Vicente, em Cabo Verde) e, em seguida, os portos de Canárias ((el Puerto de la Luz de Las Palmas) e, em menor escala, Funchal (Madeira).

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Neste caso, os colonizadores serão as companhias britânicas que introduzem importantes transformações nas cidades que utilizam. Entre outros, a apropriação de grande parte do espaço urbano pelos novos residentes e suas novas instalações portuárias de carvão e, por outro lado, costumes e as inovações tecnológicas significativas, como foi o telégrafo ou o abastecimento de água potável.
Recuperam assim, estas cidades do Atlântico, o papel estratégico que haviam tido, as quais se juntam as cidades costeiras do Senegal e da Guiné.
Trata-se, portanto, de analisar essas transformações nas cidades arquipelágicas cuja função foi variando e que, ainda hoje, são ainda suscetíveis de ter um papel estratégico de comunicação e relações comerciais com os três continentes, Europa, África e América.

>> RESUMO BIOGRÁFICO

EDUARDO CÁCERES é Arquiteto e Urbanista, Doutor pela Universidad Politécnica de Barcelona. A partir dos anos 70, dedica-se prioritariamente ao ensino na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Las Palmas. Atualmente é Catedrático na área de conhecimento de Urbanismo e ordenamento do Território, na qualidade de Professor Emérito da Universidade de Las Palmas de Gran Canária. Em 2008, integra o TIDES (Instituto Universitário de Turismo y Desarrollo Económico Sostenible) na secção de Estratégia Territorial do turismo, onde cria um grupo de investigação denominado “Ordenacion del Territorio y Turismo Sostenible” e na Cátedra Unesco de Planificación Turística y Desarrollo Sostenible da ULPGC, onde iniciou trabalhos de cooperação interuniversitária (Projeto SEMACA) com os países do noroeste africano (Senegal, Cabo Verde e Mauritânia) sobre o turismo sustentável. Lecionou em diversas instituições do ensino superior em vários países como Italia (Universidad degli Studi Federico II di Nápoles e Politecnico de Torino) na Polonia (Facultad de Arquitectura de Cracovia), na Ecuador (Pontificia Universidad Católica, sede de Ibarra) (Centro Universitário Positivo) em Curitiba e no Brasil (UNICENP). Foi igualmente “visiting profesor” no Collegue of Environmental Design, da California State Polytechnic University. Pomona (USA) e na Bartlett School of Architecture and Planning, University College London (UK). Entre outros méritos figura o de ser Membro do Council of Representatives (por Espanha) na Association of European Schools of Planning (AESOP) e igualmente no Comité Científico del Observatorio de Desarrollo Sostenible afecto à Presidência do Governo de Canárias  Exerce pontualmente atividades como profissional em temas de planeamento urbano e territorial.

>>Moderadora: Professora Sílvia Spencer(ENG/UNICV)

DOWNLOAD DA APRESENTAÇÃO EM PDF

DOWNLOAD DA APRESENTAÇÃO EM PDF – II PARTE

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