Fatores de crescimento no contexto Madeira/Cabo Verde: da proteção à genuinidade das trajetórias de desenvolvimento”.

14/11/2013

A equipa do CIDLOT/UNICV, vem por este meio convidá-lo(a) a assistir à 21ª conferência no quadro da 3ª edição do Ciclo de Conferências Cidades e globalização: perspetivas a partir do Sul Global que terá lugar  dia 14/11/2013, a partir das 16h00 na sala 115, no Campus do Palmarejo da Uni-CV.

A conferência será proferida pelo Doutor António Almeida, da Universidade da Madeira. A conferência será subordinada ao título “Fatores de crescimento no contexto Madeira/Cabo Verde: da proteção à genuinidade das trajetórias de desenvolvimento”.

>> RESUMO DA CONFERÊNCIA >>

A questão do desenvolvimento das economias insulares oferece fonte de estimulo intelectual constante no âmbito da economia de desenvolvimento devido ao carácter especifico da vivência insular e à aparente facilidade de oferecer soluções, para resolver a questão do atraso crónico nos espaços em causa. Visto na prespectiva de uma região ultraperiférica (RUP) como a Região Autónoma da Madeira (RAM), a problemática do modelo de desenvolvimento económico parecia razoavelmente equacionada até 2008, dada a dinâmica de desenvolvimento constatada, e a oferta de linhas de rumo por parte do Comissão Europeia, pelo que se constata uma relativa ausência de estudos comparativos sobre os fatores de crescimento económico. Uma série de documentos e estudos emanados da Comissão Europeia (CE) ofereciam prespectivas  positivas, antevendo para as RUPs um futuro interesante como laboratórios no teste de novas ideias, produtos e modelos. Um Relatório recente (Growth Factors in the Outermost Regions) mostra que a evidência compilada até 2008, transcrita no caso da RAM no ultrapassar da média do PIB per capital nacional português, seria compatível com as estimativas mais otimistas. A alteração do clima económico patente em 2013 sugere que uma nova linha de pensamento será necessária, dado o atingir dos limites ao crescimento. Na caso da RAM, e no que se refere a uma série de variáveis, o estagnar desde 2000 é evidente. Contudo, o fator que terá surpreendido os analistas, não terá sido tanto a extrema dependência da evolução das variáveis macroeconómicas da evolução patente no Continente (leia-se Portugal), do que resultaria necessariamente retrocessos e perdas em linha com a evolução negativa do PIB português, como a rapidez com que se recuou décadas numa série de indicadores. Parece existir um “limiar de crescimento”, ou uma fronteira de possibilidades de produção impossível de ultrapassar.

A evidência mostra que noutras latitudes medidas como a diminuição dos entraves à liberalização económica, direitos de propriedade, governance, infra-estruturação, etc, acabaram mais tarde ou mais cedo por conduzir a patamares de esgotamento semelhantes. Uma leitura do referido relatório mostra, para o caso dos Açores, Madeira e Canárias, uma perceção consensual reinante entre os decisores relativamente ao esgotamento do modelo de desenvolvimento. Por outro lado uma leitura das recomendações em termos de futuro, sugere linhas tão genéricas, (ex. apostas genéricas em itens como recursos marinhos, biotecnologia, etc), que um leitor mais avisado não fica convencido da bondade das mesmas.   

Dada a incapacidade da ortodoxia, baseada num “mix correto” de políticas e reformas, para explicar o porquê do atingir da capacidade de carga do ecossistema económico e da existência de um limiar ao crescimento, urge reunir mais alguns dados que permitam compreender o fenômeno em causa. A inclusão de Cabo Verde permite adicionar valor explicativo à problemática em análise. Enquanto o triângulo Açores -Madeira -Canárias evolui num contexto protegido, a experiência Cabo Verdiana é mais genuína. 

  >> RESUMO BIOGRÁFICO >>

António Manuel Martins De Almeida Pós-Doutorado em Economia do Turismo, pela Universidade do Algarve (2011), Doutorado no CURDS (Centre for Urban and Regional Development Studies) da University of Newcastle upon Tyne, Reino Unido, na área da Economia Regional/Desenvolvimento Regional (2008). Mestre em Economia, especialização em Economia Aplicada, (2002) e Licenciado em Economia, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. É Professor Auxiliar no Departamento de Gestão e Economia na Universidade da Madeira, tendo sido Presidente do Departamento de Gestão e Economia e Diretor de Curso do CET em Contabilidade e Fiscalidade.

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